Imprensa  |  Contato  
 
 
  Projetos e Campanhas  

Outros Projetos e Campanhas  |  Banda Alegria Sem Ressaca


 • Proposta encaminhada ao Ministério Público do Rio de Janeiro solicitando que a indústria de bebidas alcoólicas seja obrigada a colocar nos rótulos aviso quanto aos malefícios do abusono consumo de álcool, assim como já é feito com a indústria de tabaco.

 • Curso de Formação de Conselheiros em Dependência Química, com diploma da ABRAD

» Proposta encaminhada ao Ministério Público do Rio de Janeiro solicitando que a indústria de bebidas alcoólicas seja obrigada a colocar nos rótulos aviso quanto aos malefícios do abusono consumo de álcool, assim como já é feito com a indústria de tabaco:

O CENÁRIO

O CUSTO DO ALCOOLISMO NO BRASIL

Considerada pela OMS - Organização Mundial da Saúde - como uma doença, a dependência química há muito deixou de ser um problema restrito ao dependente químico e à sua família. Atualmente, os problemas relacionados ao uso, abuso e dependência de álcool e outras drogas são tratados como uma questão de ordem mundial que transcende a área da saúde e se instala como um grande desafio para a sociedade, interferindo, inclusive na economia e na política dos países do mundo inteiro.

Numa pesquisa divulgada pela OMS, em fevereiro de 2011, o Brasil aparece como um dos países em que houve um aumento do uso abusivo de bebidas alcoólicas. Segundo o documento, em 2005, o consumo de álcool puro no país ficou em 6,2 litros por pessoa, enquanto a média per capita mundial foi de 6,13 litros De acordo com a mesma pesquisa, a cerveja foi a bebida mais consumida, seguida dos destilados e do vinho. (dados publicados no site http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias).
No livro Alcoologia, uma visão sistêmica dos problemas relacionados ao uso e abuso do álcool, publicado em 2003, o autor, professor José Mauro Braz de Lima, já trazia informações assustadoras sobre os custos do alcoolismo no Brasil. O professor informa que “a dimensão dos custos do alcoolismo, medidos através do impacto das diversas áreas, ultrapassa, no Brasil, a cifra de 100 bilhões de reais” (p.29).

Vale lembrar, ainda, que o custo do consumo excessivo do álcool não está restrito à questão econômica, mas também às questões sociais, já que está estreitamente associado à violência que vitima não só os usuários, como também seus familiares, amigos e colegas de trabalho.

ÁLCOOL E DIREÇÃO

Especialistas afirmam que não há limite seguro para consumir bebida alcoólica antes de dirigir qualquer tipo de veículo. Estudos indicam que a absorção e metabolização do álcool se fazem de diferentes maneiras e em diferentes índices, de acordo com cada indivíduo, onde características como sexo e peso são alguns dos fatores determinantes desses índices.

Segundo informa o psiquiatra Jorge Jaber no livro Alcoolismo (Ed. Revinter - 2002), “níveis acima de 35mg/dl são considerados como capazes de interferir com a direção segura de veículos, mas até mesmo níveis bem menores (p. ex., acima de 10 a 13mg/dl) podem alterar diversos testes, como a detecção de luzes piscando e a rápida análise de informações vindas dos músculos e articulações (propriocepção). Essas alterações mais sutis da função cerebral, além de comprovada redução do juízo crítico nos indivíduos sob efeito do álcool, contribuem para o grande aumento de acidentes automobilísticos”. (p.36).

Dados da pesquisa Uso de Bebidas Alcoólicas e Outras Drogas nas Rodovias Brasileiras, publicada no site do CONTRAN – Conselho Nacional de Trânsito – informam, ainda, que:
- no Brasil, somente no ano de 2004, os acidentes de trânsito foram responsáveis pela perda de 35.674 vidas – sendo a nona causa principal de morte e a segunda entre as causas externas (homicídios em primeiro lugar);
- é também a primeira causa geral dos 5 aos 14 anos e a segunda dos 15 aos 29 anos (Ponce e Leyton, 2008);
- corroborando ainda este dado, Leyton (Leyton, 2002) aponta que o uso do álcool está
estreitamente ligado às mortes por acidentes de trânsito, homicídios e outras mortes por causas externas;
- é sabido que os acidentes de trânsito com morte acometem, prioritariamente, as frações mais jovens da população;
- entre os jovens brasileiros do sexo masculino, de 15 a 34 anos de idade, os diferentes tipos de acidentes de trânsito são a segunda principal causa de morte, atrás apenas de homicídios (Waiselfisz, 2004);
- acidentes de trânsito com vítimas também são responsáveis por alto impacto econômico no Brasil: embora representem apenas 14% do total dos acidentes de trânsito em aglomerações urbanas, eles respondem por 69% dos custos totais;
- um acidente com vítima custa 11 vezes mais do que um acidente sem vítimas, podendo custar 44 vezes mais se houver morte (Ipea, 2003);
- em 2003, os acidentes de trânsito totalizaram 114.189 internações hospitalares em nosso país, o que significa 15,56% das hospitalizações por lesões e envenenamentos -além do impacto das perdas humanas, de custos imensuráveis, ainda há o impacto financeiro que este tipo de acidente representa em termos de custos para o Estado;
- baseando-se nas estatísticas do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA),
as perdas econômicas advindas dos acidentes de trânsito situam-se entre 1 e 2% do PIB nacional, algo entre R$ 11,67 a 23,34 bilhões por ano (Souza, Minayo et al., 2007).
(http://www.denatran.gov.br/publicacoes/show_public.asp?cod=20)

Na edição 2045, de 30 de janeiro de 2008, cinco meses antes da promulgação da Lei Seca, reportagem da revista Veja transcreve dados de um estudo da UFRJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro - que comprovam que “88% dos mortos em acidentes de trânsito no Rio de Janeiro apresentam álcool no sangue”. As estatísticas comprovam, ainda, que a predominância da faixa etária dessas vítimas está entre 15 e 29 anos.

ÁLCOOL E PROPAGANDA

Ainda segundo o professor José Mauro, “no Brasil, uma lei do governo federal de 1994 libera a propaganda de cerveja no horário ‘nobre’ da televisão (até 22h), baseada no fato de ser a cerveja uma bebida com menos teor alcoólico (5%) em relação ao vinho (12 a 14%) e à cachaça (40 a 45%)”. Sobre essa premissa em que a lei está baseada o professor informa que, “na verdade, ao se consumir qualquer uma das três bebidas, estaremos ingerindo a mesma quantidade de álcool puro, de acordo com os respectivos volumes das doses padrão” (p.30). Diante desses dados, o autor afirma que “não há bebida fraca” e que “a cerveja tem a mesma quantidade de álcool puro, ou seja, de 12 a 14g por dose, como o vinho e a cachaça” (p.31).  Em vista disso, o professor propõe, já em 2003, a revisão da referida lei.

Outra lei federal, de 1996, faz inúmeras restrições à propaganda das bebidas com teor alcoólico acima de 13 graus GL e, portanto, não incluindo a cerveja, a bebida alcoólica na qual os fabricantes mais investem em propaganda.

Quanto ao conteúdo dessas peças publicitárias e o público alvo a que se destinam, são inúmeros os trabalhos que comprovam que são voltadas, na sua grande maioria, para o público jovem e constatam que, ao contrário do que dizem os profissionais de marketing, elas têm o poder de estimular o consumo de bebidas alcoólicas, principalmente naqueles que já consomem ou consumiram tais bebidas.

Ao contrário da propaganda de bebidas alcoólicas, que utiliza recursos como peças publicitárias de enredo jovem e atual e embalagens atraentes, destacando as vantagens do seu consumo, as campanhas de prevenção não alertam o consumidor de forma enfática e realista dos malefícios advindos do consumo irresponsável e excessivo dessas bebidas. 

A PROPOSTA

A ABRAD entende que a prevenção é o caminho mais eficiente no combate ao abuso do álcool. Diante do cenário preocupante que ora se apresenta, e cumprindo a finalidade a que se destina, a ABRAD vem propor a esse Ministério Público que obrigue as empresas fabricantes de bebidas alcoólicas DESTAQUEM nas embalagens dessas bebidas a mensagem, quase ilegível, que atualmente é estampada nos rótulos: “BEBA COM RESPONSABILIDADE – EVITE O CONSUMO EXCESSIVO DE ÁLCOOL”. Nossa proposta sugere, também, que sejam incluídas, em destaque, outras mensagens que alertem quanto aos danos causados pelo consumo excessivo de álcool e a incompatibilidade de direção e ingestão de bebidas alcoólicas.   Δ topo Δ

» Curso de Formação de Conselheiros em Dependência Química, com diploma da ABRAD:

O Curso de Formação de Terapeutas e Aconselhamento em Dependência Química foi criado para atender às crescentes demandas dos profissionais e estudantes das diversas áreas de saúde, bem como para possibilitar a formação de novos profissionais para a Clínica Jorge Jaber.
O curso visa desenvolver, de uma forma mais abrangente, novos conhecimentos sobre as características e os tratamentos na área da Dependência Química e dos Distúrbios Mentais, sobretudo relacionados ao uso de substâncias químicas.

O curso tem duração de um ano, ressaltando três principais fundamentos:

1 - DEPENDÊNCIA QUÍMICA: abrange os aspectos que envolvem a área da Dependência Química, tais como: epidemiologia, fisiologia, aspectos culturais, compulsões, doença na família, tipos de drogas e farmacologia.

2 - PSICOTERAPIAS:
abrange os modelos de tratamento utilizados na Dependência Química, tais como: aconselhamento, grupos de mútua-ajuda, teorias psicológicas e internação.

3 - PSICOPATOLOGIA: abrange os aspectos relacionados à psicopatologia dos distúrbios mentais, tais como: comportamentos desviantes, sintomas psiquiátricos e co-morbidades.

Como parte integrante do Curso, programamos a supervisão e análise de casos clínicos, visando fornecer aos alunos um conhecimento maior sobre o processo de tratamento do paciente.

SAIBA OS REQUISITOS PARA OBTENÇÃO DO TÍTULO

CALENDÁRIO 2015

16/3/2015 Aula inaugural
23/3/2015 As dimensões básicas do aconselhamento
30/3/2015 Dependência Química | CID 10 CAPÍTULO V:Transtornos Mentais e Comportamentais
06/4/2015 Aspectos Psicológicos e Mecanismos de Defesa da Dependência Química
13/4/2015 Os Doze Passos | Modelo Minessota
27/4/2015 Grupos de Mútua Ajuda e os 12 Passos
04/5/2015 Espiritualidade na Dependência Química
11/5/2015 Avaliação do Paciente | Anamnese
18/5/2015 Cérebro e a Neurobiologia dos comportamentos ligados ao uso de substâncias psicoativas
25/5/2015 Alcoolismo
01/6/2015 Tabagismo
08/6/2015 Benzodiazepínicos, hipnóticos e opióides
15/6/2015 Maconha
22/6/2015 Emergência - Dependência Química
29/6/2015 Cocaína, Crack, Anfetamina e Metanfetamina
03/8/2015 Tratamento Ambulatorial em Dependência Química
10/8/2015 Planos de Tratamento
17/8/2015 Entrevista Motivacional
24/8/2015 Tratamentos Farmacológicos para Dependência Química
31/8/2015 Prevenção de recaída
14/9/2015 Terapia Cognitiva Comportamental
21/9/2015 Codependência e tratamento familiar
28/9/2015 Terapia de grupo
05/10/2015 Dependência Química e Trânsito
19/10/2015 DS, Tarefas e Tarefas Específicas
26/10/2015 Sexualidade e Dependência Química
09/11/2015 Uso de substâncias psicoativas em crianças e adolescentes
16/11/2015 Comunidade Terapêutica
23/11/2015 Tratamento e regime de internação e internação voluntária
30/11/2015 Terapia Holística para DQ
07/12/2015 Terapia de grupo
14 /12/2015 Aula de Encerramento do Curso

As aulas são ministradas todas as 2as feiras, no horário entre 18 e 21 horas, na Câmara Comunitária da Barra da Tijuca, Rua Mal Henrique Lott, 135, na Barra da Tijuca.

Mais informações através dos telefones: (21) 2540-9091 ou 2529-8585 ou pelo e-mail: consultorio@clinicajorgejaber.com.br. Δ topo Δ


 

2011, ABRAD - Todos os direitos reservados. Este site não pode ter seu conteúdo copiado parcial ou integralmente.